Servos-Líderes:
A Chave da Grandeza Autêntica
“Ora, antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até ao fim. … Jesus, sabendo que o Pai tinha depositado nas suas mãos todas as coisas, e que havia saído de Deus e ia para Deus, levantou-se da ceia, tirou os vestidos, e, tomando uma toalha, cingiu-se. Depois, deitou água numa bacia, e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. (João 13:1, 3-5)
Por não conseguir superar a qualidade da reflexão do meu grande amigo e mentor, Dr. Glenn Watson deixo-vos este texto superior acerca da liderança serva.
“No clímax do seu ministério com os seus discípulos, num dos momentos finais, sabendo que esta seria a última oportunidade de marcar as vidas daqueles que iriam levar a Sua mensagem para a frente, Jesus podia ter optado por dar um discurso inspirativo—motivá-los a vencer, convencê-los que a vitória era mesmo alcançável. Podia ter dado os últimos conselhos aos seguidores, uma lista de prioridades estratégicas para o futuro do movimento. Podia ter indicado um sucessor na liderança, ou pelo menos definido um processo de sucessão para que nunca houvesse uma questão acerca de quem é que devia ficar à frente dos outros. Mas nenhuma destas coisas Jesus fez. Despiu-se, ajoelhou-se, e lavou os pés dos seus discípulos.
O que mais me incomoda nesta cena é o contraste com o impulso normal dos seguidores de Jesus hoje em dia. Esta lição tão profunda comunicada através de um acto tão simples, aponta para uma igreja que é, na sua essência e na sua prática, uma comunidade de servos, liderada por servos e orientada pelo Espírito de Deus. Em todo o seu ensino sobre o assunto, Jesus só falou da liderança em termos do serviço, do sacrifício e até de morte. Hoje em dia, quando falamos de liderança, a tendência é para falarmos em termos de organogramas, da gestão de recursos, da definição de prioridades e objectivos, da motivação dos seguidores e da coordenação do trabalho. A questão mais urgente é, “quem é o responsável?” É dizer “quem é que manda?” E o que mais queremos evitar é um “vazio de poder,” uma falta de um “líder” reconhecido para “dirigir” a obra. Embora tenhamos aprendido a conviver com o desafio da imagem de Jesus a lavar os pés aos discípulos, a capacidade de seguir mesmo o exemplo de Jesus, geralmente, ainda nos escapa. Conciliamos o padrão de Jesus com a prática do nosso tempo e das nossas igrejas, considerando este acto de Jesus um símbolo, um paradoxo, um “ideal” a manter em mente, mas não muito prático na realidade. Mas a pergunta que nos devia incomodar é, será que Jesus, nesta última noite com os seus discípulos, queria apenas dar-lhes uma imagem bonita de um ideal não alcançável? E se Ele pretendesse mesmo que fôssemos servos?”
PP – www.10jop.wordpress.com
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